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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Voltei

Sem nenhum compromisso urgente,
Sem aquela esperada carta,
Venho dizer-te:
Cheguei.

Saberia
Falar-te de mares seguros,
Se tivesse certeza
Que na viagem não fiquei enjoado.
Perdi-me
Nas falsas espumas e bolhas da euforia,
Tonto de tanta coisa sem nexo,
Nem causa,
Voltei.


Aqui
Quero ficar com você,
Aqui quero amar,
Sofrer,
Suar,
Chorar,
Abraçar,
Sorrir com graça.
Na felicidade,
Na saúde e na doença
Quero viver com você.

Voltei,
Aqui tinha deixado meu corpo
Meu coração
E minha alma.

(Celso Antônio)
Jales-SP

Pequeno poema

Quando anoitecer
Quando todas as luzes
Do fim da rua
Se acenderem,
Chamem-me,
Quero sentir no rosto
A brisa do último

Suspiro do sol. 

(Celso Antônio)
 Jales-SP

Sonho

Caí das alturas
E atravessei o muro do medo,
Para poder me deliciar com o amor.

Deixei de lado tudo o que não queria,
Passei a ter tudo queria e fazia.

Mas o céu se cobriu de nuvens escuras,
E eu me perdi saudoso
Nas ruas da minha triste cidade.

O verde que pintei nos muros há dez anos,
Tornaram-se amarelos manchados de preto
Pelo tempo que passou debaixo da ponte.

Esta velha máquina de escrever gagueja
Letras tortas e enferrujadas no branco do
papel.

Delírios! Milhares deles.
Por que sonhos monstruosos?
De tão ruins, destroem minha Alma.
Por quê?

(Celso Antônio)